As palavras voadoras, são as que colidem e formam. As palavras guardadas são as que te definem.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Interpretação X Emoção
Olá a todos,
Hoje tem a boa e velha introdução. A imagem é de Pixote Mushi http://pixotelc.blogspot.com/2011/03/obras-mundo-pixote.html
Vamos esclarecer bem meu último texto. Não, o Lucas não está apaixonado por ninguém! Não, ele não se sente sozinho. Eu simplesmente criei minha própria definição para solidão, solidão é NÃO AMAR e simplesmente isso que eu quis dizer o texto todo.
Eu sou solitário? De certo modo sim, romanticamente sou solitário porque praticamente não amo ninguém.
Bom, acho que pra explicar essa minha quase imunidade romântica eu acabo entrando em outro assunto, a interpretação contra a sensação.
Eu realmente acredito que quanto mais você entende algo, menos isso te aflige. Por exemplo:
Uma pessoa é deixada por outra, então essa primeira pessoa passa a entrar em desespero e sofre com isso, não tem a mínima idéia de como lidar com a situação, PRECISA da outra pessoa.
Com o tempo, a primeira pessoa descobre que essa dor ter origem interna, era só um sentimento extremo de posse, só um egoísmo comum humano, ao perceber isso, deixa de sofrer e encara o assunto de modo mais natural. A interpretação lógica sobre o assunto inibiu a sensação de dor.
Provavelmente é por isso que em geral os psicopatas parecem extremamente inteligentes, é muito mais fácil interpretar tudo, não sentindo a dor amorosa, não se prendem tanto a algo que não entendem.
Por outro lado, um pessoa com Down que pode ser considerada menos inteligente não perde tanto tempo querendo interpretar tudo. Pode sentir sensações de felicidade, amor e tristeza que jamais uma pessoa comum poderia sentir ou oferecer. Vivem mais. (não em número de anos, vivem mais cada momento)
Eu acabo de mostrar os 2 extremos da balança. Embora olhemos diferentemente para os 2 casos, ninguém deseja a psicopatia ou a síndrome de down para ninguém. Extremismo também não me agrada meus caros. Esses extremos tem defeitos e qualidades bem gritantes, mas eu realmente não desejaria ter que optar por algum deles.
Bom, não sei se estou sendo claro, provavelmente não porque ninguém entende o que eu escrevo. O caso é que eu fico pensando demais nas coisas, não remoo meus sentimentos, apenas tento entender eles, ao entender eles passam a ter um sentindo novo para mim.
Fiquem tranquilos porque não sou um psicopata. Um psicopata não sente. Eu sinto, interpreto e dissolvo.
Me sinto feliz assim, sentimentos voam em todas as direções, poucos me atingem, desses poucos alguns são selecionados. Decido se cultivo ou não um sentimento, se vale a pena ou não. Surge a paixonite, posso transformar em paixão e sendo correspondido posso evoluir para o amor.
Isso passa a ser uma opção minha porque sei exatamente em qual dessas 3 fases estou, simplesmente por observar o comportamento ridículo que tenho em cada uma das fases.
Eliminando minha atração sexual e romântica, eu investi nesse sentimento com um grupo de amigos e amo meus amigos, sabia exatamente que investindo naquele sentimento amigável eu iniciaria um amor quase fraternal dentro de mim. Já com as mulheres tenho mais o pé atrás.
Sim, muitas mulheres me chamam atenção, a paixonite surge frequentemente, as vezes invisto para virar paixão. Mas e o amor? Isso só se eu for realmente correspondido e realmente valer a pena. Sim, isso me torna de certo modo frio, a pessoa que some do nada. Enfim, essa frieza é como ossos do ofício, esse sou eu e assim eu gosto de viver. Sem extremos, não sofro demais, não me alegro demais, não vivo demais. (ao contrário do down, não vivo tão intensamente cada momento)
Minha vida é leve, quem desperta sentimento em mim é ainda mais precioso nessa vida. Com essa vida leve é que vou vivendo mais sem pressa de morrer e sem medo da morte. Sim, interpreto meu medo da morte também, não me aflige tanto. Também interpreto meu desejo de viver e invisto nele porque gosto desse sentimento.
Gosto de aproveitar intensamente o que faço mas ter uma consequência interna leve e sadia.
Pra mim esse é o modo de ser feliz, sem extremos. Sei que perco muita felicidade intensa desse modo, mais do que isso, perco muito sofrimento e o sofrimento é quase que sagrado (falarei sobre isso no próximo post). Mesmo assim gosto muito da minha vida e o do que ela me promete.
Enfim, o assunto é esse, espero que tenham entendido ao menos em partes o que escrevi. Devem entender mais o meu estilo de pensamento. Segue abaixo dicas para me entender melhor no blog:
- Nunca tomo nada como verdade absoluta, isso pra mim nem existe.
- Nunca abro meu coração aqui, se procuram textos mela calcinha/cueca vão ler Caio Fernando Abreu, minhas raras declarações serão apenas para as respectivas pessoas as quais investi meu sentimento.
- Sim, eu não escrevo muito bem, estou trabalhando nisso, tentar escrever de um jeito mais fácil de interpretar.
- Por favor, nunca acreditem de fato em nada do que digo, prefiro que simplesmente pensem sobre meus assuntos, se discordar, melhor! Se me dizer porque discorda, melhor ainda. Se eu responder uma resposta discutindo sua discordância, não estou brigando, só estou querendo crescer junto com você.
- Não tendo verdade absoluta isso quer dizer que eu simplesmente não acredito em nada e tudo que eu falo é "achismo", por isso que não quero que acreditem em mim.
- E o mais importante de tudo, SEMPRE PRESTE ATENÇÃO a estas pequenas palavras: acho; acredito; talvez; as vezes; não; possivelmente; etc... Elas são principalmente uma NÃO-AFIRMAÇÃO.
E assim termina meu post de feriado já com assunto pra próxima semana.
Ciao ragazzi e ragazze!
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Solidão.
Olá a todos,
Novamente vou cortar esse papo de que faz tempo que não posto nada. Vamos pro assunto?
O que é solidão? É estar sozinho? É gostar de alguém e não ser correspondido?
É isso mesmo que define alguém solitário?
Desculpe, mas gostar de alguém e não ser correspondido pra mim é simplesmente platonismo, o vício no sofrimento. O sofrer é simplesmente o investimento emocional que se faz em algo que te desagrada, essa adrenalina da dor é viciante e também pode ser boa até certo ponto.
Acontece que podemos simplesmente não ter esse platonismo por preferir a reciprocidade. Tudo isso não tem nada a ver com solidão, afinal, nesse caso está envolvido com alguém de um modo ou de outro, é o oposto a solidão.
Então a solidão é estar sozinho?
Bem, estar sozinho ajuda muito a ter solidão, mas não é o que a define.
É muito comum algumas pessoas viverem sozinhas e não serem solitárias, no caso essas pessoas amam e isso elimina a solidão. De algum modo também estão envolvidas com outras pessoas.
Agora tá bem mais fácil definir solidão né?
Solidão é o não amar, é o não se envolver com as pessoas. Não é um sentimento, é uma situação.
Entendendo melhor o é e o que leva a ter os sentimentos por outra pessoa cria uma barreira para se envolver com os outros, essa barreira se não for quebrada nos remete a viver solitários. Acontece que essa barreira é boa, é saudável, nos protege do vício do sofrer. (sofrer também é bom, o ruim é o vício)
Acontece que devemos ter capacidade de ultrapassar essa barreira quando nos for conveniente. Não ter ela é perigoso e não pular ela é bem preocupante. Se tivermos a barreira do entendimento sentimental de um modo que não possamos controlá-la, viveríamos quase como psicopatas, totalmente indiferentes as pessoas a nossa volta. Temos que nos arriscar de vez em quando, adrenalina é uma droga boa, desde que seja controlada.
Então assim como não existe o bem e o mal, que é tudo questão de interpretação, a solidão não é ruim, também não é boa. Bom mesmo é manter ela de modo conveniente a nós. Ela não é necessária, pode ser muito bem descartada, como na maioria das vezes é, mas é um recurso bem interessante nessa arte de viver.
Então aproveitem a sua solidão, ou não.
Obrigado por lerem.
Ciao!!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Fins de Semana..
Olá a todos,
Sem apresentações, direto ao texto..
Acordar de ressaca, relembrar a sexta com os amigos recuperando-se durante a tarde de sábado.
Sábado, dia sagrado para os crentes, crentes nos próprios amigos. Sim, cremos um no outro.
Onde iremos? O que faremos? Quem encontraremos? Quem conheceremos?
4 perguntas(que só a noite responde) e 4 guerreiros perdidos na noite e em pensamentos.
4 pensadores com roupas, estilos e idéias divergentes conversando em uma madrugada sem rumo.
Decidindo a ação e reação nas relações interpessoais enquanto vêem uma luta sangrenta sem sentido no telão de um bar no qual não quiseram entrar.
Álcool e idéias, duas substâncias voláteis e viciantes que consumidas em grupo os efeitos são maiores e melhor apreciados. Beber e conversar, beber e conversar, beber e conversar... palavras mágicas para o grupo.
Os guerreiros andam de bar em bar, decidem o futuro, mudam de idéia, conversam sobre pensamentos europeus e orientais, criam suas teorias, suas próprias verdades. 4 dogmáticos.
Mesmo sendo contra a verdade absoluta, mesmo esse pensamento tomado como verdade pode ser dogmático.
Decidem parar de conversar.. o álcool já afoga o nascimento de novos conceitos ou argumentos para defender velhos conceitos. Decidem procurar finalmente a diversão.
Entram em um local, reconhecem pessoas noturnas. Os 4 se dividem, já não sabem mais um do outro, as próximas horas são responsabilidades individuais.
Se perdem, se encontram e se perdem de novo. Cada um volta para casa de seu modo, as vezes sozinho, as vezes com um ou mais amigos. Algumas vezes só voltam no outro dia.
No outro dia, todos recuperando os corpos e principalmente as memórias. Conversam virtualmente e esclarecem um para o outro os fatos lembrados da noite passada.
Descansam com a mente mais leve e com boas lembranças, lamentando a segunda-feira que virá.
Nesse momento, firmam mentalmente a definição de parceria e planejam o próximo fim de semana caótico cheios de altos e baixos. Planejamentos, sempre inúteis. Nossa desculpa para nos encontrar.
Até fim de semana que vem!
Ciao!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
I'm Back!
Olá a todos,
Como vocês estão depois de tanto tempo? Eu estou bem obrigado.
Após muitas semanas sem escrever, aqui estou de volta. Como já está enjoando esse papinho de "preguiça de escrever", vou parar de falar porque eu fico tanto tempo sem postar. Simplesmente escrevo quando eu quero, se eu ficar anos sem postar e do nada vier escrever de novo não vou mais justificar.
A propósito, não tem nada de novo na minha vida para falar. =)
Tenho assunto para escrever, imagens, idéias, enfim, tudo pronto para escrever e não vou. Hoje vou escrever por escrever mesmo.
Aliás, hoje especificamente decidi explodir meus tímpanos e estou ficando viciado em uma banda. O nome da banda é Explosions In The Sky, podem baixar, é realmente muito boa.
É uma banda instrumental(de várias guitarras) bem intensa, descobri ela assistindo um festival que eu não sabia o nome nome onde depois tocou Foo Fighters. Antes de entrar o Foo Fighters essa banda tocou e... paguei pau pros caras! Eles nem tem hold, eles mesmos cuidam das própias pedaleiras.
Amigos mais próximos me viram reclamar do Foo Fighters esse dia, porque o Dave Grohl viadinho trocou a guitarra que tava molhadinha enquanto Explosions In The Sky tocavam numa puta chuva com guitarras que prendiam o cabo com fita isolante.
Detalhe: Dave Grohl é ex-baterista "grunge" da banda Nirvana, depois tem gente que vem falar mal do meu verdadeiro e eterno GRUNGE Pearl Jam. Sim, um "grunge" trocando de guitarra porque tava molhadinha...
Já que entramos no assunto vou dizer porque isso me irritou. Eu realmente gosto de Pearl Jam e estou bem ansioso pro show deles aqui em Curitiba. O Pearl Jam foi muito criticado quando lançou o primeiro álbum Ten, diziam que só faziam sucesso graças o Nevermind do Nirvana e que não eram grunges de verdade devido ao sucesso que fizeram.
Bem, óbvio que também amo Nirvana e não me importa muito essa história de o PJ fazer sucesso depois de o Nirvana estourar. Acontece é que o Dave Grohl é o ex-nirvana de maior visibilidade, fez parte da banda que criticou o Pearl Jam como "POPs".
Bem, única coisa que vejo é o que Eddie Vedder quando estourou a corda da guitarra em um show disse: "Agora um rockstar trocaria de guitarra, (começa a pegar uma corda nova) não se preocupem, não somos rockstars" (então ele repõem uma corda nova e afina a guitarra).
Sim, a banda grunge tão criticada por ter feito sucesso é grunge até hoje e segue o mesmo estilo de música enquanto Dave Grohl tem uma super produção e não toca com guitarras húmidas. Não falo mal do som do Foo Fighters, é um pop-rock bom sim, só tomo as dores do Pearl Jam mesmo.
Falando nisso, Eddie Vedder lançou o segundo CD solo e eu nem baixei ainda "Ukelele Songs".
Eu ia parar de falar de música mas... VOCÊS VIRAM O ROCK IN RIO??! Hehehehehe
Não tem como não falar disso.
Olha, os shows foram sim muito bons. Claro que todo mundo tá reclamando da falta das bandas de rock e eu reclamo das bandas de rock ruins.
Claro que podia ter Iron Maiden, AC/DC, Black Sabbath, Roling Stones e toda a velharia que ainda toca, mas fazer o que? O festival é pra ganhar dinheiro e o povão só gosta do que toca na MTV.
A presença de palco do Slipknot foi uma das melhores, embora a banda seja uma porcaria. Guns e Metallica seguiram o mesmo estilo (música nova ruim, música velha boa). E do tão odiado por mim New Metal (novo Metallica e Slipknot) o System of a Down é o único que se salva musicalmente.
E o que me surpreendeu mesmo foi a Pitty! Nossa! Incendiou a galera no dia de System of a Down, Evanescence e Guns ñ Roses! a brazuca mostrou que tem estilo, paguei pau mesmo.
E claro que também amei ver Evanescence voltando a tocar! Todas as músicas com a Amy Lee lembram a adolescência.
Enfim, valeu a pena as madrugadas a dentro assistindo o Rock in Rio!
Bem, chega de escrever por hoje né?
Viram? Consigo escrever sem ficar viajando na maionese sobre a conspiração universal, hehehehe.
Espero que tenham gostado.
Addio!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Passado.
Como vocês estão? Eu estou muito bem, obrigado.
Vamos atualizar essa budega aqui.
Eu tava lendo o blog e vi que sempre falo nos textos algo como "um dia posto sobre isso".
Bem, o dia é hoje!
No texto "Identidade" eu disse que falaria porque acredito que o passado é a unica coisa que temos.
Começo dizendo que o passado é mais do que a única coisa que temos, é tudo o que somos.
O ruim é que a maioria das pessoas desvaloriza muito o passado com frases "Isso é coisa do passado, fica no passado". Bem, o presente e o futuro armazenam o quê?
O futuro não existe e nem nunca existiu, é sempre imaginado, pode até ser planejado como deve ser, mas continua sendo imaginado e muito incerto. Aliás, nós humanos temos uma mania chata de adorar o que imaginamos. Amamos e sonhamos acordados com o futuro. O futuro é uma crença inevitável, assim sendo devemos ter ela, mas não a ponto de nos tornar fanáticos e estragar nossa vida em uma eterna esperança não correspondida.
Já o presente existe e não existe, estamos nele e quando pensamos nele ele já virou passado. O tempo do presente é como aquela minha fração de 1 dividido por infinito, até existe, mas é infinitamente minusculo esse tempo. Eu diria que o presente é nossa noção de vida, é nele que vivemos e agimos. Estou vivo? Então existe o presente.
Já o passado sim é infinito, mais infinito que o futuro, nem sabemos se o futuro acaba ou não. Todo o presente virou passado e o presente está sempre agindo incansavelmente. Todo futuro quando virar presente logo em seguida se tornará o passado.
Tudo o que não é passado virá a ser passado. É essa a frase de hoje do meu blog, sem contar que o que não é passado não pode ser mensurado porque nem existe direito.
Pow Lucas! Viajou na maionese de novo!
Calma, já eu chego lá.
Toda essa piração minha é para falar do que mais importa para nós. Nós mesmos que somos a coisa mais importante para nós. O que somos nós? O passado!
O que você pensa? O que você faz? No que acredita? O que te afeta? Qual a sua personalidade? Do que você gosta?
As coisas que nos formam, basicamente são baseadas em nosso código genético, como somos criados e em como decidimos reagir ao mundo afora. Acontece que a fecundação, aconteceu no passado e todo o resto foram decisões tomadas no passado, tanto sua como de outras pessoas.
Se você tem medo de trovão, pode ser que no seu passado você tenha tido um trauma ou já nasceu com essa predisposição a medo de trovão, seja como for, são atos do passado.
Mas mesmo assim, tudo isso só explica como somos e reagimos hoje. O que somos no geral? Em todos os tempos? Quem é Lucas Lemes por exemplo?
Eu, assim como todo mundo, sou as minhas memórias. Se tirar a memória do meu cérebro e implantar em outro cérebro, eu passarei a ser aquela pessoa. (talvez com hormônios diferentes, mas ainda seria eu)
Nem preciso dizer o são as memórias né? Tá ficando chato isso, tudo é o passado, pronto!
Ok, voltando ao mundo real não podemos agir no passado, só agimos no presente e se não pensarmos no futuro não planejamos nada de interessante na vida. Por isso que eu digo que o futuro é uma crença necessária e por sorte inevitável.
O meu objetivo aqui é simplesmente dividir com vocês meu modo de encarar o passado, o presente e o futuro. Não vivo desprendidamente o presente, não vivo lunáticamente o futuro, eu vivo criando meu passado.
Eu vivo pensando no passado que vou deixar, o que será definido de mim e o que eu definirei a minha volta. Meu presente é o criador do meu passado e eu que controlo o presente, no presente eu planejo um futuro que irá criar um bom passado meu.
Viver bem é olhar pra trás e sorrir! Não precisa olhar muito para trás procurando algo negativo, pode olhar pertinho mesmo, se você é uma pessoa que está agindo bem pode olhar para um passado próximo e sentir orgulho. Observe-se.
Bem, espero que tenham entendido e gostado.
Ciao!!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Platonismo e Reciprocidade
Olá a todos,
Sim, eu sei que a frequência em que atualizo aqui diminuiu bastante, mas quem gosta de me ler pode ficar tranquilizado, eu não abandonei nem abandonarei o blog. Acho que simplesmente não estou em uma fase muito introspectiva pra ter inspiração a escrever, mas os dedos ainda coçam algumas vezes pra escrever e é o que aconteceu hoje.
E o assunto de hoje eu já disse no meu twitter que escreveria, platonismo. Não falo sobre a filosofia de Platão, mesmo porque estou bem longe de saber dignamente dela, falo sobre os sentimentos platônicos mesmo.
Se você, leitor, espera um post "fru-fru" aqui obviamente não sabe nada sobre mim, mas se está acostumado comigo já imagina que não vou falar exclusivamente de amor platônico e sim sobre todos os sentimentos não correspondidos. Sempre abstraia, sempre!
Aproveitando que estou dando dicas sobre como encarar o que escrevo, vocês sabem que gosto de criar algumas "balanças" e tento chegar a um ponto de equilíbrio em vários assuntos. Bem, o contrapeso do platonismo é minha amada reciprocidade, é dela que começo falando. O que não é platônico tende a ser recíproco.
A reciprocidade é a forma mais básica de tentarmos implantar nossa justiça pessoal, (ao menos é assim que funciona comigo) tentamos devolver o mesmo sentimento absorvido de outra pessoa. Natural ao ter simpatia/antipatia por alguém querer a simpatia/antipatia da pessoa de volta, caso não consiga, provavelmente a sua simpatia inicial acaba se dissolvendo.
Do outro lado acontece o mesmo, alguém que recebe o bem/mal de outra pessoa, tende a devolver o mesmo. São dois casos de reciprocidade justa.
Olhando por esse lado mais superficial parece bem simples a questão né? Bem, o problema é que já crescemos(e emburrecemos) e todos nós já sabemos que não é tão simples assim.
E quando não sabemos interpretar o sentimento vindo de outra pessoa? E se mesmo conhecendo o sentimento vindo de outro ainda assim nos recusamos a devolver do mesmo modo? Tem como devolver do mesmo modo? E quando o outro não devolve do jeito que queremos?
Bem, quando a pessoa não devolve do mesmo modo até que é simples. Surgem duas opções: Reciprocidade (parar de investir no sentimento) e platonismo (criar um amigo imaginário espelhado na pessoa e investir no sentimento). Não sei se preciso explicar essas duas opções, acredito que todos entenderam, se não entenderam é legal pensar sobre.
O que mais nos faz escolher a opção do platonismo é não conseguir entender o outro lado da moeda. "porque a pessoa não me ama/odeia de volta?"
Já parou pra pensar quantas pessoas te amaram/odiaram sem você devolver? Vamos nos sentir na pele da pessoa não recíproca a você (ela dá raiva mesmo, é complicado não ter a opção de controlar ela)
Agora que estamos no segundo plano, recebendo um sentimento, decidimos não devolver. Por que? Simples, não temos a obrigação de devolver. Isso nos faz ter opções e escolhemos a de não devolver. Tendo noção de que a escolha é realmente nossa, escolhemos devolver(ou não) a simpatia/antipatia do modo que for sem peso nenhum na consciência. É a nossa liberdade emocional que estamos aproveitando. Já a pessoa que gerou o sentimento não-correspondido não conseguiu se tornar importante o suficiente, ela não nos atingiu.
O grande problema da não-reciprocidade é esse, a indiferença. O gerador do sentimento se sente péssimo em não ser correspondido, porque consciente ou inconscientemente a pessoa sabe que não pôde atingir você. Assim descobrimos a talvez mais poderosa arma sentimental, a indiferença.
E agora vamos finalmente ir para a parte mais interessante: E quando não entendemos o sentimento da outra pessoa?
Vocês sabem quando isso acontece? SEMPRE!!
Nós nunca sabemos entender direito o outro, isso fica bem claro graças a algo bem simples. Todos são diferentes, logo, sentem diferentemente, logo, demonstram diferentemente. Se não conseguimos entender nem o que nós mesmos demonstramos, como entender o que o outro demonstra? Não tem como. A reciprocidade aqui vira uma ilusão.
Mas Lucas, existem casais que se amam, eles sabem que se amam, sentem que se amam, realmente se amam.
Sim, embora eu discorde da parte de ter certeza absoluta que a outra pessoa ama(mas é melhor não pensar muito nisso senão você pira), acredito na intensão das pessoas.
Reciprocidade é isso, quando ambos tem a mesma intensão. "ele/ela não me ama/odeia do jeito que imagino, mas tem a mesma vontade de me amar/odiar que eu tenho por ele/ela".
Destruímos o platonismo então? Claro que não.
Nem platonismo e nem reciprocidade são bons ou maus. Talvez nem tenham ponto de equilíbrio na minha "balança" (se tem, eu claramente estou fora dele)
O platonismo bom é aquele que sabemos que é e sempre será platônico. Exemplo:
Lucas odeia George Bush, o ex-presidente não odeia Lucas de volta. Porém, tudo está bem, Lucas sabe que não é odiado de volta, porém, também sabe que nunca poderá exercer o ódio, se tivesse esperança real de exercer, talvez ficasse louco. (só um exemplo, eu não odeio o cara, só acho ele escroto)
O platonismo é bom para treinar o "sentir", o segredo é não alimentar a esperança. Sentindo nos tornamos mais vivos e quebramos a frieza.
Todo sentimento vem com uma dose de platonismo misturada, tem sempre uma interpretação errada e uma projeção inventada da sua mente anexada ao seu conceito de qualquer pessoa.
Digamos que o platonismo é um remédio viciante, se não tivermos o auto-controle usamos demais e isso vira tóxico.
O grande problema desse remédio é que ele é fácil de conseguir, é só olhar demais pra fora e não olhar pra dentro ou olhar apenas para um ponto fixo, sem ter noção de outros milhões de pontos em volta.
Então, aproveitem com moderação.
Valorize a reciprocidade, mas não a ponto de se tornar de pedra.
Sinta o platonismo, mas não a ponto de se tornar idiota.
Ciao!! =)
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Orgulho Hetero
Olá a todos,
Desculpem minha sumida, eu tinha umas coisas pra postar aqui e quando eu abria o blog e começava a escrever a preguiça me dominava e eu voltava a coisas mais inúteis. Também tem assuntos que estrategicamente não quero escrever agora, ao invés disso, vamos a algo atual.
Parece que vai acontecer o "Dia do Orgulho Hétero" em SP e isso tá sendo super comentado no twitter e nos principais jornais online. Novamente o assunto do dia vai a pedido da minha sobrinha Bruna (via Facebook).
A maior polêmica do tal orgulho hétero é que o assunto está sendo considerado preconceituoso, como se fosse algo feito exclusivamente para atacar os homosexuais. Isso faz muito sentido visto que o vereador que projetou a lei para a comemoração é evangélico. (Carlos Apolinário do DEM)
Alguns falam que se existe o Dia do Orgulho Gay devia ter o Dia do Orgulho Hétero, um sem discriminar o outro. Outros falam que isso é um dia de comemoração dos homofóbicos.
Pra mim são ambas opiniões bem superficiais. A tal polêmica sobre o dia hétero é simplesmente uma mistura de como cada um encarou o impacto. Quem é homofóbico comemora assiduamente e quem é super protetor ou é gay fica abismado com a notícia. Nos dois casos existe preconceito e pré-conceito.
Quem realmente não é nem preconceituoso e nem pré-conceituoso nem recebe um grande impacto do assunto, o gay ou hétero que lê a notícia nem liga pra ela. Eu por exemplo tenho orgulho de ser hétero, mas dificilmente vocês vão me ver em uma parada dessa, mesmo porque multidão na rua me irrita. (se bem que se a festa for boa, quem sabe)
Todo o assunto gira em torno do tão polêmico preconceito. Acontece que preconceito é que nem merda, se mexer fede, tanto o causador quanto quem cutuca ele. Para lutar contra o preconceito não adianta atacar ele de peito aberto, causar polêmica sempre vai fortalecer o assunto; é mais ou menos como atacar o machismo com feminismo, você desce ao mesmo nível e dá razão ao seu inimigo.
A única conclusão que chego é que esses "justiceiros" anti-preconceito são tão infratores quanto aqueles quem eles criticam. Protegendo a minoria se ataca a maioria. A frase "gay também é gente" nas entrelinhas diz que hétero não é tão humano assim. Isso tudo também é preconceito.
Não havendo preconceito algum, não fariam dia do orgulho nenhum OU teria dia do orgulho de todo tipo de coisa sem problema nenhum, nem teriam cotas, nem leis de proteção a nenhum sexo, tudo seria encarado com igualdade como deve ser.
Se criarem o tal "Dia Internacional da Consciência Branca", não faz diferença para mim, nem o "Dia Internacional do Homem". Mas imagine se criam isso por ai? Vai ser mais lenha na fogueira da briga dos "preconceituosos da minoria" contra os "preconceituosos da maioria".
Todos devem lembrar que o primeiro grande império(Egito) era negro e escravizava os brancos, que na Grécia Antiga os homosexuais e bisexuais eram a maioria e havia um certo preconceito com os heterosexuais. A maioria oprime a minoria, sempre foi assim e sempre vai ser. Se a maioria fosse homosexual seria normal quebrarem lampadas fluorecentes na cabeça de héteros.
Se você entra em qualquer uma dessas polêmicas, VOCÊ É PRECONCEITUOSO!
Quer acabar com isso? Acabe com isso dentro de você e seja indiferente com qualquer comentário pró ou anti racial, semita, opção sexual, etc,... Não de corda para isso e abafe o caso, no máximo faça os preconceituosos sentirem vergonha de si mesmos.
Todos deviam procurar a palavra igualdade no dicionário. Obviamente não está escrito que igualdade é pior ou melhor. Então por que tratar como melhor ou pior em nome da igualdade? Seja esse trato com quem for.
Fica a pergunta e espero que tenham gostado desse post. Obrigado por lerem.
Ciao! =)
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