As palavras voadoras, são as que colidem e formam. As palavras guardadas são as que te definem.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
I'm Back!
Olá a todos,
Como vocês estão depois de tanto tempo? Eu estou bem obrigado.
Após muitas semanas sem escrever, aqui estou de volta. Como já está enjoando esse papinho de "preguiça de escrever", vou parar de falar porque eu fico tanto tempo sem postar. Simplesmente escrevo quando eu quero, se eu ficar anos sem postar e do nada vier escrever de novo não vou mais justificar.
A propósito, não tem nada de novo na minha vida para falar. =)
Tenho assunto para escrever, imagens, idéias, enfim, tudo pronto para escrever e não vou. Hoje vou escrever por escrever mesmo.
Aliás, hoje especificamente decidi explodir meus tímpanos e estou ficando viciado em uma banda. O nome da banda é Explosions In The Sky, podem baixar, é realmente muito boa.
É uma banda instrumental(de várias guitarras) bem intensa, descobri ela assistindo um festival que eu não sabia o nome nome onde depois tocou Foo Fighters. Antes de entrar o Foo Fighters essa banda tocou e... paguei pau pros caras! Eles nem tem hold, eles mesmos cuidam das própias pedaleiras.
Amigos mais próximos me viram reclamar do Foo Fighters esse dia, porque o Dave Grohl viadinho trocou a guitarra que tava molhadinha enquanto Explosions In The Sky tocavam numa puta chuva com guitarras que prendiam o cabo com fita isolante.
Detalhe: Dave Grohl é ex-baterista "grunge" da banda Nirvana, depois tem gente que vem falar mal do meu verdadeiro e eterno GRUNGE Pearl Jam. Sim, um "grunge" trocando de guitarra porque tava molhadinha...
Já que entramos no assunto vou dizer porque isso me irritou. Eu realmente gosto de Pearl Jam e estou bem ansioso pro show deles aqui em Curitiba. O Pearl Jam foi muito criticado quando lançou o primeiro álbum Ten, diziam que só faziam sucesso graças o Nevermind do Nirvana e que não eram grunges de verdade devido ao sucesso que fizeram.
Bem, óbvio que também amo Nirvana e não me importa muito essa história de o PJ fazer sucesso depois de o Nirvana estourar. Acontece é que o Dave Grohl é o ex-nirvana de maior visibilidade, fez parte da banda que criticou o Pearl Jam como "POPs".
Bem, única coisa que vejo é o que Eddie Vedder quando estourou a corda da guitarra em um show disse: "Agora um rockstar trocaria de guitarra, (começa a pegar uma corda nova) não se preocupem, não somos rockstars" (então ele repõem uma corda nova e afina a guitarra).
Sim, a banda grunge tão criticada por ter feito sucesso é grunge até hoje e segue o mesmo estilo de música enquanto Dave Grohl tem uma super produção e não toca com guitarras húmidas. Não falo mal do som do Foo Fighters, é um pop-rock bom sim, só tomo as dores do Pearl Jam mesmo.
Falando nisso, Eddie Vedder lançou o segundo CD solo e eu nem baixei ainda "Ukelele Songs".
Eu ia parar de falar de música mas... VOCÊS VIRAM O ROCK IN RIO??! Hehehehehe
Não tem como não falar disso.
Olha, os shows foram sim muito bons. Claro que todo mundo tá reclamando da falta das bandas de rock e eu reclamo das bandas de rock ruins.
Claro que podia ter Iron Maiden, AC/DC, Black Sabbath, Roling Stones e toda a velharia que ainda toca, mas fazer o que? O festival é pra ganhar dinheiro e o povão só gosta do que toca na MTV.
A presença de palco do Slipknot foi uma das melhores, embora a banda seja uma porcaria. Guns e Metallica seguiram o mesmo estilo (música nova ruim, música velha boa). E do tão odiado por mim New Metal (novo Metallica e Slipknot) o System of a Down é o único que se salva musicalmente.
E o que me surpreendeu mesmo foi a Pitty! Nossa! Incendiou a galera no dia de System of a Down, Evanescence e Guns ñ Roses! a brazuca mostrou que tem estilo, paguei pau mesmo.
E claro que também amei ver Evanescence voltando a tocar! Todas as músicas com a Amy Lee lembram a adolescência.
Enfim, valeu a pena as madrugadas a dentro assistindo o Rock in Rio!
Bem, chega de escrever por hoje né?
Viram? Consigo escrever sem ficar viajando na maionese sobre a conspiração universal, hehehehe.
Espero que tenham gostado.
Addio!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Passado.
Como vocês estão? Eu estou muito bem, obrigado.
Vamos atualizar essa budega aqui.
Eu tava lendo o blog e vi que sempre falo nos textos algo como "um dia posto sobre isso".
Bem, o dia é hoje!
No texto "Identidade" eu disse que falaria porque acredito que o passado é a unica coisa que temos.
Começo dizendo que o passado é mais do que a única coisa que temos, é tudo o que somos.
O ruim é que a maioria das pessoas desvaloriza muito o passado com frases "Isso é coisa do passado, fica no passado". Bem, o presente e o futuro armazenam o quê?
O futuro não existe e nem nunca existiu, é sempre imaginado, pode até ser planejado como deve ser, mas continua sendo imaginado e muito incerto. Aliás, nós humanos temos uma mania chata de adorar o que imaginamos. Amamos e sonhamos acordados com o futuro. O futuro é uma crença inevitável, assim sendo devemos ter ela, mas não a ponto de nos tornar fanáticos e estragar nossa vida em uma eterna esperança não correspondida.
Já o presente existe e não existe, estamos nele e quando pensamos nele ele já virou passado. O tempo do presente é como aquela minha fração de 1 dividido por infinito, até existe, mas é infinitamente minusculo esse tempo. Eu diria que o presente é nossa noção de vida, é nele que vivemos e agimos. Estou vivo? Então existe o presente.
Já o passado sim é infinito, mais infinito que o futuro, nem sabemos se o futuro acaba ou não. Todo o presente virou passado e o presente está sempre agindo incansavelmente. Todo futuro quando virar presente logo em seguida se tornará o passado.
Tudo o que não é passado virá a ser passado. É essa a frase de hoje do meu blog, sem contar que o que não é passado não pode ser mensurado porque nem existe direito.
Pow Lucas! Viajou na maionese de novo!
Calma, já eu chego lá.
Toda essa piração minha é para falar do que mais importa para nós. Nós mesmos que somos a coisa mais importante para nós. O que somos nós? O passado!
O que você pensa? O que você faz? No que acredita? O que te afeta? Qual a sua personalidade? Do que você gosta?
As coisas que nos formam, basicamente são baseadas em nosso código genético, como somos criados e em como decidimos reagir ao mundo afora. Acontece que a fecundação, aconteceu no passado e todo o resto foram decisões tomadas no passado, tanto sua como de outras pessoas.
Se você tem medo de trovão, pode ser que no seu passado você tenha tido um trauma ou já nasceu com essa predisposição a medo de trovão, seja como for, são atos do passado.
Mas mesmo assim, tudo isso só explica como somos e reagimos hoje. O que somos no geral? Em todos os tempos? Quem é Lucas Lemes por exemplo?
Eu, assim como todo mundo, sou as minhas memórias. Se tirar a memória do meu cérebro e implantar em outro cérebro, eu passarei a ser aquela pessoa. (talvez com hormônios diferentes, mas ainda seria eu)
Nem preciso dizer o são as memórias né? Tá ficando chato isso, tudo é o passado, pronto!
Ok, voltando ao mundo real não podemos agir no passado, só agimos no presente e se não pensarmos no futuro não planejamos nada de interessante na vida. Por isso que eu digo que o futuro é uma crença necessária e por sorte inevitável.
O meu objetivo aqui é simplesmente dividir com vocês meu modo de encarar o passado, o presente e o futuro. Não vivo desprendidamente o presente, não vivo lunáticamente o futuro, eu vivo criando meu passado.
Eu vivo pensando no passado que vou deixar, o que será definido de mim e o que eu definirei a minha volta. Meu presente é o criador do meu passado e eu que controlo o presente, no presente eu planejo um futuro que irá criar um bom passado meu.
Viver bem é olhar pra trás e sorrir! Não precisa olhar muito para trás procurando algo negativo, pode olhar pertinho mesmo, se você é uma pessoa que está agindo bem pode olhar para um passado próximo e sentir orgulho. Observe-se.
Bem, espero que tenham entendido e gostado.
Ciao!!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Platonismo e Reciprocidade
Olá a todos,
Sim, eu sei que a frequência em que atualizo aqui diminuiu bastante, mas quem gosta de me ler pode ficar tranquilizado, eu não abandonei nem abandonarei o blog. Acho que simplesmente não estou em uma fase muito introspectiva pra ter inspiração a escrever, mas os dedos ainda coçam algumas vezes pra escrever e é o que aconteceu hoje.
E o assunto de hoje eu já disse no meu twitter que escreveria, platonismo. Não falo sobre a filosofia de Platão, mesmo porque estou bem longe de saber dignamente dela, falo sobre os sentimentos platônicos mesmo.
Se você, leitor, espera um post "fru-fru" aqui obviamente não sabe nada sobre mim, mas se está acostumado comigo já imagina que não vou falar exclusivamente de amor platônico e sim sobre todos os sentimentos não correspondidos. Sempre abstraia, sempre!
Aproveitando que estou dando dicas sobre como encarar o que escrevo, vocês sabem que gosto de criar algumas "balanças" e tento chegar a um ponto de equilíbrio em vários assuntos. Bem, o contrapeso do platonismo é minha amada reciprocidade, é dela que começo falando. O que não é platônico tende a ser recíproco.
A reciprocidade é a forma mais básica de tentarmos implantar nossa justiça pessoal, (ao menos é assim que funciona comigo) tentamos devolver o mesmo sentimento absorvido de outra pessoa. Natural ao ter simpatia/antipatia por alguém querer a simpatia/antipatia da pessoa de volta, caso não consiga, provavelmente a sua simpatia inicial acaba se dissolvendo.
Do outro lado acontece o mesmo, alguém que recebe o bem/mal de outra pessoa, tende a devolver o mesmo. São dois casos de reciprocidade justa.
Olhando por esse lado mais superficial parece bem simples a questão né? Bem, o problema é que já crescemos(e emburrecemos) e todos nós já sabemos que não é tão simples assim.
E quando não sabemos interpretar o sentimento vindo de outra pessoa? E se mesmo conhecendo o sentimento vindo de outro ainda assim nos recusamos a devolver do mesmo modo? Tem como devolver do mesmo modo? E quando o outro não devolve do jeito que queremos?
Bem, quando a pessoa não devolve do mesmo modo até que é simples. Surgem duas opções: Reciprocidade (parar de investir no sentimento) e platonismo (criar um amigo imaginário espelhado na pessoa e investir no sentimento). Não sei se preciso explicar essas duas opções, acredito que todos entenderam, se não entenderam é legal pensar sobre.
O que mais nos faz escolher a opção do platonismo é não conseguir entender o outro lado da moeda. "porque a pessoa não me ama/odeia de volta?"
Já parou pra pensar quantas pessoas te amaram/odiaram sem você devolver? Vamos nos sentir na pele da pessoa não recíproca a você (ela dá raiva mesmo, é complicado não ter a opção de controlar ela)
Agora que estamos no segundo plano, recebendo um sentimento, decidimos não devolver. Por que? Simples, não temos a obrigação de devolver. Isso nos faz ter opções e escolhemos a de não devolver. Tendo noção de que a escolha é realmente nossa, escolhemos devolver(ou não) a simpatia/antipatia do modo que for sem peso nenhum na consciência. É a nossa liberdade emocional que estamos aproveitando. Já a pessoa que gerou o sentimento não-correspondido não conseguiu se tornar importante o suficiente, ela não nos atingiu.
O grande problema da não-reciprocidade é esse, a indiferença. O gerador do sentimento se sente péssimo em não ser correspondido, porque consciente ou inconscientemente a pessoa sabe que não pôde atingir você. Assim descobrimos a talvez mais poderosa arma sentimental, a indiferença.
E agora vamos finalmente ir para a parte mais interessante: E quando não entendemos o sentimento da outra pessoa?
Vocês sabem quando isso acontece? SEMPRE!!
Nós nunca sabemos entender direito o outro, isso fica bem claro graças a algo bem simples. Todos são diferentes, logo, sentem diferentemente, logo, demonstram diferentemente. Se não conseguimos entender nem o que nós mesmos demonstramos, como entender o que o outro demonstra? Não tem como. A reciprocidade aqui vira uma ilusão.
Mas Lucas, existem casais que se amam, eles sabem que se amam, sentem que se amam, realmente se amam.
Sim, embora eu discorde da parte de ter certeza absoluta que a outra pessoa ama(mas é melhor não pensar muito nisso senão você pira), acredito na intensão das pessoas.
Reciprocidade é isso, quando ambos tem a mesma intensão. "ele/ela não me ama/odeia do jeito que imagino, mas tem a mesma vontade de me amar/odiar que eu tenho por ele/ela".
Destruímos o platonismo então? Claro que não.
Nem platonismo e nem reciprocidade são bons ou maus. Talvez nem tenham ponto de equilíbrio na minha "balança" (se tem, eu claramente estou fora dele)
O platonismo bom é aquele que sabemos que é e sempre será platônico. Exemplo:
Lucas odeia George Bush, o ex-presidente não odeia Lucas de volta. Porém, tudo está bem, Lucas sabe que não é odiado de volta, porém, também sabe que nunca poderá exercer o ódio, se tivesse esperança real de exercer, talvez ficasse louco. (só um exemplo, eu não odeio o cara, só acho ele escroto)
O platonismo é bom para treinar o "sentir", o segredo é não alimentar a esperança. Sentindo nos tornamos mais vivos e quebramos a frieza.
Todo sentimento vem com uma dose de platonismo misturada, tem sempre uma interpretação errada e uma projeção inventada da sua mente anexada ao seu conceito de qualquer pessoa.
Digamos que o platonismo é um remédio viciante, se não tivermos o auto-controle usamos demais e isso vira tóxico.
O grande problema desse remédio é que ele é fácil de conseguir, é só olhar demais pra fora e não olhar pra dentro ou olhar apenas para um ponto fixo, sem ter noção de outros milhões de pontos em volta.
Então, aproveitem com moderação.
Valorize a reciprocidade, mas não a ponto de se tornar de pedra.
Sinta o platonismo, mas não a ponto de se tornar idiota.
Ciao!! =)
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Orgulho Hetero
Olá a todos,
Desculpem minha sumida, eu tinha umas coisas pra postar aqui e quando eu abria o blog e começava a escrever a preguiça me dominava e eu voltava a coisas mais inúteis. Também tem assuntos que estrategicamente não quero escrever agora, ao invés disso, vamos a algo atual.
Parece que vai acontecer o "Dia do Orgulho Hétero" em SP e isso tá sendo super comentado no twitter e nos principais jornais online. Novamente o assunto do dia vai a pedido da minha sobrinha Bruna (via Facebook).
A maior polêmica do tal orgulho hétero é que o assunto está sendo considerado preconceituoso, como se fosse algo feito exclusivamente para atacar os homosexuais. Isso faz muito sentido visto que o vereador que projetou a lei para a comemoração é evangélico. (Carlos Apolinário do DEM)
Alguns falam que se existe o Dia do Orgulho Gay devia ter o Dia do Orgulho Hétero, um sem discriminar o outro. Outros falam que isso é um dia de comemoração dos homofóbicos.
Pra mim são ambas opiniões bem superficiais. A tal polêmica sobre o dia hétero é simplesmente uma mistura de como cada um encarou o impacto. Quem é homofóbico comemora assiduamente e quem é super protetor ou é gay fica abismado com a notícia. Nos dois casos existe preconceito e pré-conceito.
Quem realmente não é nem preconceituoso e nem pré-conceituoso nem recebe um grande impacto do assunto, o gay ou hétero que lê a notícia nem liga pra ela. Eu por exemplo tenho orgulho de ser hétero, mas dificilmente vocês vão me ver em uma parada dessa, mesmo porque multidão na rua me irrita. (se bem que se a festa for boa, quem sabe)
Todo o assunto gira em torno do tão polêmico preconceito. Acontece que preconceito é que nem merda, se mexer fede, tanto o causador quanto quem cutuca ele. Para lutar contra o preconceito não adianta atacar ele de peito aberto, causar polêmica sempre vai fortalecer o assunto; é mais ou menos como atacar o machismo com feminismo, você desce ao mesmo nível e dá razão ao seu inimigo.
A única conclusão que chego é que esses "justiceiros" anti-preconceito são tão infratores quanto aqueles quem eles criticam. Protegendo a minoria se ataca a maioria. A frase "gay também é gente" nas entrelinhas diz que hétero não é tão humano assim. Isso tudo também é preconceito.
Não havendo preconceito algum, não fariam dia do orgulho nenhum OU teria dia do orgulho de todo tipo de coisa sem problema nenhum, nem teriam cotas, nem leis de proteção a nenhum sexo, tudo seria encarado com igualdade como deve ser.
Se criarem o tal "Dia Internacional da Consciência Branca", não faz diferença para mim, nem o "Dia Internacional do Homem". Mas imagine se criam isso por ai? Vai ser mais lenha na fogueira da briga dos "preconceituosos da minoria" contra os "preconceituosos da maioria".
Todos devem lembrar que o primeiro grande império(Egito) era negro e escravizava os brancos, que na Grécia Antiga os homosexuais e bisexuais eram a maioria e havia um certo preconceito com os heterosexuais. A maioria oprime a minoria, sempre foi assim e sempre vai ser. Se a maioria fosse homosexual seria normal quebrarem lampadas fluorecentes na cabeça de héteros.
Se você entra em qualquer uma dessas polêmicas, VOCÊ É PRECONCEITUOSO!
Quer acabar com isso? Acabe com isso dentro de você e seja indiferente com qualquer comentário pró ou anti racial, semita, opção sexual, etc,... Não de corda para isso e abafe o caso, no máximo faça os preconceituosos sentirem vergonha de si mesmos.
Todos deviam procurar a palavra igualdade no dicionário. Obviamente não está escrito que igualdade é pior ou melhor. Então por que tratar como melhor ou pior em nome da igualdade? Seja esse trato com quem for.
Fica a pergunta e espero que tenham gostado desse post. Obrigado por lerem.
Ciao! =)
sexta-feira, 15 de julho de 2011
7 minutos? BEM MENOS!
Olá a todos,
Pra iniciar o texto vou explicar uma peça que assisti quando eu estava no segundo ano do ensino médio.
Na real não assisti por eu ser cult e sempre ir ao teatro nem nada, minha professora de redação levou um DVD pra turma toda assistir, o nome da peça é Sete Minutos. (eu vi a versão com Antônio Fagundes) Se você pretende assistir a peça pule o próximo parágrafo.
A peça basicamente explica a história de um ator de teatro que surta no meio de uma peça e cancela o espetáculo. Motivo: Ele não aguentava mais o público dispersando todo o tempo, indo no banheiro várias vezes, atendendo celular, falando alto, comendo coisas que fazem barulho, etc... Assim a história se monta em vários personagens bem engraçados e no meio de toda a confusão as atenções se voltam à personagem principal que explica o nome da peça. Sete minutos é o tempo médio(da época da peça) que o homem consegue prestar atenção em uma coisa só sem se desconcentrar, antes eram onze minutos(não tenho certeza o tempo), antes as pessoas iam ao teatro para ver o teatro e agora não conseguem mais ter concentração o suficiente para uma peça inteira. O motivo disso é que tudo está muito rápido, propagandas rápidas, milhões de informações a cada segundo, celulares, mensagens, TV, tudo instantâneo; todos prestam atenção em tudo e não se concentram em nada, foi reduzida a capacidade humana de focalizar algo por muito tempo.
Enfim, essa peça deve ter uns 10 anos desde que foi feita, a velocidade das coisas não era nem metade do que é hoje, agora temos mini-blogs com mini posts e muita informação pequena e rápida, mantemos o foco por muito menos tempo agora.(lembrando que tem um minuto a menos de foco é muito tempo)
Mas será que isso é realmente ruim? (PUTZ! Lá vem o Lucas)
Ok! Essa geração não tem muito foco mesmo, todos ficam desesperados com a perda de foco generalizada em seus ambientes de trabalho e salas de aula, mas assim como acredito que tudo tenha um lado ruim, tudo tem um lado bom também. Hoje fazemos umas 10 coisas ao mesmo tempo, fazemos mais errado e produzimos mais rápido, agora mesmo escrevo aqui ouvindo música, atualizando twitter, atualizando facebook e acabo de encontrar informações da peça mencionada no google.
Isso pode até ser considerado por alguns uma evolução(não por mim). Por exemplo, os carros de antigamente eram indestrutíveis e demoravam muito tempo a serem produzidos e agora têm produção em massa e parecem ser feitos de papelão(é olhar torto pra um carro e ele amassa). Diminuímos a qualidade e aumentamos a quantidade do que e como aprendemos com as coisas.
Isso não é bom nem ruim, é só diferente. Basicamente é como a relação entre homens e mulheres, não são melhores nem piores em comparação mas são sim muito diferentes.
Na verdade, acho que essa geração Coca-cola fica a cada ano mais mulher. Não sejam idiotas, não estou falando de sexualidade, nem sexualismo nem nada relacionado ao sexo. Estou falando de concentração!
Mulheres tem maior capacidade de observar várias coisas a sua volta e fazer várias coisas ao mesmo tempo, inclusive a visão ótica delas é mais ampla(isso deixa nós homens em grande desvantagem em muitos ambientes) enquanto os homens focalizam muito melhor algo específico e se dedicam melhor àquilo em que está concentrado. NESSE SENTIDO, nossa geração se torna mais mulher, acredito que somente nesse.
E vocês meus poucos e valiosos leitores? Sentem que hoje em dia focalizam muito menos e fazem muito mais também? Eu percebo isso em mim nitidamente a cada ano, acho que até o design e funções de aparelhos eletrônicos acompanham isso, rápidos, muitas funções e nenhuma delas realmente específica e totalmente elaborada.
Enfim, espero que tenham gostado e até o próximo post =)
Ciao!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Feliz dia do ROCK!!!
Olá a todos =)
De novo demorei pra postar, mas não interessa HOJE É DIA DO ROCK! UHUULL!!
Na verdade estou me contorcendo pra postar desde sábado um assunto nada a ver com o rock, mas, como sou preguiçoso, os dias passaram. Enfim, hoje é dia do rock e eu não ia deixar de falar do estilo musical de mais atitude já feito!
Como está sendo seu dia do rock Lucas?
Bem, infelizmente o dia do rock não é feriado(mas deveria ser) e tive que trabalhar, mas não tem problema, meu dia foi banhado em The Strokes, Tarja Turumen e AC/DC! Inclusive, eu realmente recomendo o disco "Angles" dos Strokes que saiu no início desse ano. Enquanto escrevo aqui estou ouvindo Iron Maiden.
Como o rock é algo muito complexo para se falar e sublime de se sentir, vou cair no cliché de separar ele em décadas, embora obviamente o rock se divide não em tempo mas em vertentes do seu estilo e cada uma tem sua própria história.
Pra Simplificar vou só falar um pouco do que me agrada em cada década ok?
Anos 50
Da década de 50 não entendo muito, mesmo porque não sou fã de rockabilly. Mas respeito o Elvis e ele tem musicas boas sim, principalmente as dos anos 60. Então vamos pros 60 logo.
Anos 60
Aqui que se foi ensinado a tocar guitarra, viva Jimmi Hendrix! Foi também ensinado a tocar bateria e quebrar instrumentos, The Who! E o mais importante de tudo, nasceu a música relamente psicodélica, The Doors! Surgem também bandas eternamente influentes, The Beatles, Led Zeppelin, Pink Floid, etc..
O final dos anos 60 é o ápice da década e quando eu falo isso toda minha atenção se volta a The Doors, eu realmente amo musicas psicodélicas em diferentes estilos e ver isso na era de ouro do rock é incrível! The Doors durou pouco como banda, mas dura eternamente nos ouvidos de fãs do rock geração após geração.
Outra banda que gosto muito que nasceu nessa década teve mais influência na próxima década, Led Zeppelin. Vamos pros "setentinha"
Anos 70
O Hard Rock se dissolve no mundo todo, uma banda boa após a outra nos 4 cantos do planeta!(como se uma esfera tivesse cantos mesmo)
Todas acompanhando Led Zeppelin e Pink Floid! Surgem Scorpions, Nazareth, Deep Purple, Aerosmith e AC/DC! Cada banda dessa merece um livro de posts, aqui o heavy metal destrói tudo o que vê pela frente, é nessa década que o mundo se assusta com a repercussão que o rock atingiu, sem medo de fronteiras ou censura o rock pode ser o que quiser. Consolidam-se palcos com superproduções e públicos as dezenas de milhares cantando loucamente! Já nos anos 70 sabemos que o rock não pode e nunca vai morrer. No final dos anos 70 surge minha banda favorita que explodiu nos anos 80. Iron Maiden.
Anos 80
Aaaaaahhh Iron Maiden! Aos meus 13 te conheci, aos meus 22 ainda te ouço e graças essa banda eu passei a amar heavy metal e me espalhei por outros gêneros do rock. Aos meus sei lá quantos anos meus filhos irão ouvir as notas atingidas pela garganta de Bruce Dickinson, tentar diferenciar no ouvido a diferença das guitarras de Janick Gers, Dave Murray e Adrian Smith, sentir a bateria descontrolada de Nicko McBrain sabendo que ele está gritando mas ninguém pode ouvir graças o alto som da música e por fim agradecer aos céus o perfeccionismo de Steve Harris por ter criado a melhor banda do mundo! (Sim, eu pago pau pra eles!)
Infelizmente nos anos 80 teve muita porcaria sonora no rock, algumas bandas viajaram na maionese feio e apareceram muitos visuais andrógenos com umas musiquinhas bem estilo de produtoras pop se aproveitando do sucesso dos anos 70. Enfim, uma época negra no rock, o que salvou foram as bandas dos anos 70 que sobreviveram e meu amado Iron Maiden que enfrentou o Punk Rock e o "Heavy Metal Transformista" de Motley Crue e cia. Ok, vamos desconstruir isso.
Anos 90
Já nessa década as muitas vertentes criadas dos anos anteriores que não mencionei formaram suas próprias vertentes e uma se misturou com a outra e surgiu uma infinidade de estilos musicas proeminentes do rock, nem vou perder tempo com isso.
Vou mesmo é falar do meu estilo favorito dessa década, o Grunge.
Chega de gliters, maquiagens, bota de salto e calças de licra! Vamos voltar a sentir o rock como deve ser, rasgado e sem frescuras!
Obviamente Nirvana puxa o carro com todo trauma e pessimismo de Kurt Cobain, não é por menos, como qualquer rocker eu amo Nirvana, tanto que meu gosto se aprofundou no grunge chegando em Silverchair, Soundgarden, Alice in Chains, Templo of The Dog e finalmente Pearl Jam.
Sim, eu acho que Pearl Jam supera até mesmo o Nirvana no grunge e sou realmente fã da única banda grunge de sucesso daquela época que dura até hoje.
Nessa década também tem uns Heavy Metals novos muito bons como Evanescence e Nightwish entre outros. Também começa no final dos anos 90 surgir uns rocks alternativos do meu gosto e o Indie Rock.
Terceiro Milênio!
Eu realmente gosto do rock atual, o rock alternativo ganhou muito mais força e qualidade. Red Hot Chilli Peppers bombava nos anos 80, 90 e ainda faz sucesso. Não gosto do Dave Grohl mas a música do Foo Fighters é muito boa. Sou fã ALUCINADO de The White Stripes, Jack White é MUITO BOM! Coldplay enjoou um pouco mas é muito bom também. Enfim, tem muita coisa boa nos anos 2000!
Escolhendo um tipo específico que estourou nesses anos, escolho o Indie Rock.
Blur já me fazia gostar desse estilo que eu nem conhecia no jogo Fifa Soccer 98 pra Playstation 1(era musica de abertura), mais pra frente fui conhecendo outras dessas bandas britânicas e realmente pegando uma afeição pelo estilo. The Kooks pra mim é a banda de Indie que mais mergulhou no estilo, mas minha favorita como devem imaginar é The Strokes. Bandas que também ouço e gosto muito são: Franz Ferdinand, The Killers, Oasis entre outras muito boas que não lembro agora.
Enfim, essa é minha trajetória no rock e esperam que tenham gostado.
Provavelmente esqueci de muita banda realmente boa mas ainda bem, porque o post já tá enorme.
Ciao!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Indentidade.
Olá a todos.
Acho que faz mais de duas semanas que não posto aqui, bem, eu não morri, só estive meio sem disposição pra escrever mesmo. Depois da última atualização foi a semana do feriadão, não escrevi nos dias que estava em Curitiba e no feriadão fui passar uns dias na casa dos meus pais(o que realmente valeu a pena). Voltando a Curitiba eu cheguei as 4 da manhã de segunda feira e eu trabalho as 7h15 da manhã, tive deficit de sono a semana toda e mesmo assim eu insistia em dormir tarde todo o dia. Só no sábado eu recuperei meu sono dormindo a tarde inteira.
Bem, então é por isso que não tive tanta vontade de atualizar o blog, mas digo que esse tempão sem postar pode acontecer mais vezes.
Ah! Muito obrigado pelos comentários, hoje quando li eles fiquei bem feliz mesmo. =)
Ok, vamos ao assunto de hoje.
Vocês já perceberam em outros posts e talvez pelo meu twitter que estou um pouco assustado sobre como reajo e me adapto a esses anos que passam. A grande vantagem é que eu sempre soube que tudo tem um lado ruim e um lado bom.
Eu estava indo pra cama pensei nas coisas que eu gosto e faço e percebi uma coisa, eu não me importo mais tanto assim com a identidade que tenho, ao menos não do modo antigo. Não sou mais adolescente.
Por mais que na minha infância e adolescência eu sempre tenha sido tão excêntrico quanto hoje em dia e nunca ter adotado o "pensamento da galera", eu tinha sim umas características típicas da idade. Uma dessas características era dividir pessoas em grupos com uma certa identidade cada e criar também minha própria identidade, eu queria ser visto sempre como um palmeirense metaleiro. (embora eu nunca fui do tipo que se veste como metaleiro)
Hoje em dia eu gosto sim e muito de heavy metal e amo o meu Palmeiras, mas não só isso, gosto de coisas mais variadas sem medo de ser taxado por isso.
Meu apego por uma identidade mudou, acabou essa história de querer ser fake*. (*de mentira)
Atualmente meus gostos mais fixos já se misturam e diluem em outras coisas minhas.
Na adolescência temos até medo de dizer que gostamos de algo que não condiz com a identidade que assumimos, nos preocupamos demais com o que outros vão pensar de nós ou que vamos ser taxados de algo que não queremos. Bem, uma hora quebramos isso e quando vemos já somos bem ecléticos. Não do tipo de eclético que não tem personalidade (aquele que nunca amadurece e passa a vida dizendo que gosta de tudo só pra ser aceito), mas do tipo que não tem medo de descobrir o bom.
Antes pra mim só importava o rock e suas vertentes, agora me interessa tudo que pode ser bom. Já não me importo tanto com que imagem um gosto meu passa sobre mim,
Na despedida dessa superficialidade(e sinto muita saudade dela), fica bem mais fácil saber quem sou.
Agora sei que sou quase nada do que gosto e/ou faço, sou mesmo aquilo que penso. Gradativamente podem descobrir como eu e qualquer pessoa é por estas coisas. Uma breve explicação:
Gostar: Se alguém gosta de algo, acaba pertencendo a um grupo que geralmente tem algumas caracteríscas em comum, mas essa definição de pessoa vai totalmente por água a baixo se a pessoa em si inserir um pouco que seja de personalidade e individualismo, basta pensar ela pensar por si mesma que não pode mais ser definida pelo o que ela gosta. (só defina pessoas realmente sem personalidade própria pelo gosto delas, quanto mais novos, mais isso funciona)
Fazer: O que a pessoa faz realmente mostra muito o que ela pensa, sempre existe uma razão por trás de toda ação. Mas isso não é necessariamente o melhor modo de saber como alguém é. Nem sempre uma atitude pode realmente definir, é bem comum uma pessoa agir de um modo diferente do que ela acha certo por impulsão, fragilidade ou uma situação emocional momentânea. Obviamente atitudes constantes dizem e muito sobre alguém. (Modo mais comum de definirmos pessoas depois que amadurecemos, é o que mais cobramos e observamos nas pessoas, o que ela fazem. Isso realmente nos interessa)
Encarar: Como a pessoa encara algo é o que realmente mostra quem ela é. Se somos otimistas, pessimistas, realistas, irritadiços, calmos, amorosos, frios, etc,.. Tudo é mostrados como encaramos algo. Resolvendo algo polêmico, podemos tomar uma atitude bem comum sobre o caso, mas nosso modo de encarar o assunto normalmente é bem único e é isso que reflete quem somos. Uma pessoa faz algo, mas quando ela explica o porquê da ação é que eu tento definir ela.
PS: A palavra definição que eu estou usando é de modo bem pessoal ok? É o modo como eu observo as pessoas mesmo.
Enfim, agora eu me auto-analiso muito mais em como eu encaro as coisas, o que acho das coisas. Sei bem que o que eu faço diz pouco de mim porque como todo mundo sempre me arrependo do que faço e principalmente do que não faço e o que eu gosto diz menos ainda de mim.
Estou mais velho.
Sei que não estou realmente velho, sou novo, tenho só 22, mas sou sim bem diferente de antes e encaro isso agora com muito mais leveza. Sei que envelhecer é ruim mas é bom, perdi a luxúria de não mais me importar e ganhei a nobreza de me admirar. Sempre sentirei falta do Lucas de 4 ou 5 anos atrás, mais inconsequente e divertido, mas eu gosto do Lucas 2011, mais sério, mais homem. Algumas coisas nunca mudarão, fazem parte do meu ser(o modo como rio ou me irrito) e outra mudam e me tiram o tédio da vida.
Ainda bem que a gente muda, coisas novas não enjoam. Não vou dizer pra nunca olhar pra trás porque realmente acredito que nosso passado é a única coisa que existe(explico melhor isso em outro post), eu digo que devemos olha sim pra trás e não lamentar o que perdemos mas sim ter um sorriso sincero de canto de boca e nos aquecer em memórias que mudam nosso batimentos cardíacos.
Espero que tenham gostado desse post mais pessoal.(o primeiro com foto minha, odeio tirar foto)
Aliás, a foto é um assunto a parte, demorei um tempão pra achar um editor online(achei esse http://pixlr.com/) que preste e sofri muito pra ter uma foto que eu não desgostasse tanto. Mas enfim, tá ai. Nesse post tinha que ter uma já que o assunto era eu mesmo.
Ciao!
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